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Samandira Endustri Meslek Lisesi

Após a fotografia de grupo e um momento de convívio, durante o pequeno-almoço, estava na hora de iniciar oficialmente os trabalhos. Nada melhor do que uma visita à escola parceira turca - Samandira Endustri Meslek Lisesi - o que, traduzido em miúdos, significa qualquer coisa como Escola Industrial de Samandira.
Parceira do projecto Comenius e anfitriã deste encontro, trata-se de uma escola secundária vocacionada para as áreas tecnológicas - mecânica, electrónica, ar condicionado, refrigeração, aquecimento, energias renováveis - frequentada sobretudo por rapazes (90%).
Fomos recebidos por uma "guarda de honra" dos alunos escuteiros da escola, fardados a preceito.
Assistimos a uma audição de música tradicional executada por alunos e, após visita às oficinas da áreas tecnológicas, fomos recebidos no gabinete do director da escola que nos deu oficialmente as boas-vindas. Mais tarde, num dos últimos dias do encontro, voltámos à escola para leccionarmos uma aula de iniciação à língua portuguesa a um grupo de alunos.
Samandira Endustri Meslek Lisesi, escola a funcionar em instalações algo degradadas, mas onde não faltam as tecnologias da informação, internet, computadores, quadros multimédia e oficinas equipadas com o patrocínio de algumas marcas bem conhecidas.
Mas mais importante do que tudo isso é o entusiasmo, a afabilidade, a curiosidade, a ânsia de querer saber, mais e mais que demonstraram os alunos com quem contactámos.
No final de algumas horas de trabalho em conjunto, trocaram-se contactos e o desejo de nos reencontrarmos, em breve, em Portugal.

Bom dia, Eurásia!


Noite bem dormida, depois de um belíssimo buffet no restaurante do hotel. Enorme e muito confortável fica, junto a uma pequena zona residencial, no interior de um complexo educacional privado, no meio de pinhais a perder de vista, na zona asiática da Turquia, a uns quarenta quilómetros a sul do Bósforo que, em Istambul, separa a Europa da Ásia, o Mar de Marmara do Mar Negro.
Até ao momento, a sensação é a de estarmos num qualquer país europeu. O aeroporto Atarturk é semelhante, em tamanho e condições, ao de Lisboa. Os outdoors, junto às vias rápidas e nas fachadas dos centros comerciais, anunciam saldos e exibem lindíssimas top models mais ou menos vestidas, mas cheias de glamour. O trânsito infernal, ao final da tarde, para sair da cidade (Qual calçada de Carriche...). As filas para os autocarros. Os buracos nas estradas. Alguma contrução desordenada (Chelas, Sto. António dos Cavaleiros, Camarate, há-os em toda a parte!).

Nem mesmo a comida é assim tão diferente: yogurte natural excelente, queijos de cabra fortes mas saborosíssimos, sopa de lentilhas, salada russa, salada mista, guisado de carne de vaca, semelhante a jardineira. Diferenças: nada de bebidas alcoólicas! Ops!

Não fosse a falta de um bom café expresso e o facto de ter avistado, no percurso aeroporto/hotel, as centenas de minaretes e abóbadas das mesquitas que salpicam a cidade e arredores, estaria na hora de perguntar "Afinal, quando é que partimos para Istambul?!"